Aposto que já passou pela biblioteca, não? Talvez já tenha visto uma mulher com ascendência oriental e ar carinhoso, provavelmente era Sandra, a gestora da biblioteca! Se quiser saber mais sobre esta profissional, leia nossa entrevista.
Qual seu nome completo?
Sandra Mayumi Murakami Medrano.
Você é gestora ou bibliotecária?
Eu sou gestora. Eu faço a coordenação.
Você sempre trabalhou aqui ou já trabalhou em outros lugares?
Eu trabalhei em muitos outros lugares e comecei a trabalhar aqui em 2020.
Quais foram esses outros lugares que você trabalhou?
Tem um que eu comecei faz tempo e ainda atuo, junto com o Santa Cruz. Ele se chama Comunidade Educativa CEDAC, é uma ONG, então eu faço meio período lá e meio período aqui. Eu trabalhei no Ministério da Educação.
E você gostava de trabalhar neles?
Eu gostava muito de fazer esses trabalhos e acho que a profissional que eu sou hoje dependeu muito do que eu fiz nesses outros trabalhos.
Se você gostava deles, porque resolveu sair?
Na verdade, no Ministério da Educação, era por um período, então quando o projeto acabou não tinha como continuar. E eu saí da Escola da Vila porque eu recebi a proposta de trabalhar no projeto da Faculdade de Educação da USP.
Qual faculdade você fez?
Eu fiz uma faculdade de educação, fiz Pedagogia, depois um mestrado também na área de educação e uma especialização em literatura para crianças e jovens.
Como você veio para o Santa?
Como eu falei, todo o percurso profissional que eu passei, foi fazendo essa experiência que eu tenho hoje e por esse trabalho que eu já fazia com leitura, com formação de leitores, eu fui convidada a dar uma assessoria quando começaram a fazer a reforma da biblioteca e, depois disso, abriu a vaga de coordenadora e me chamaram.
Provocados(as) por charges selecionadas pela ONU Mulheres, iniciamos nosso módulo discutindo desigualdade de gênero. Pensamos juntos e juntas o que nos incomoda e como podemos atuar, por meio do jornalismo, para mudar essa realidade.
A partir do famoso “carômetro” organizado pela equipe do Colégio, identificamos as educadoras que atuam em diferentes setores. Ao olhar para os nomes e fotografias, memórias e curiosidades foram despertadas e, assim, avançamos na tarefa de selecionar doze educadoras que protagonizam nossos textos. Alinhados à nossa proposta editorial, tivemos o compromisso de privilegiar mulheres que trabalham em diferentes setores e considerar aquelas que nem sempre estão em diálogo com a maioria dos estudantes no cotidiano escolar.
Tendo decidido quem seriam nossas entrevistadas, voltamo-nos ao estudo dos gêneros. Tínhamos como objetivo aproximar os(as) estudantes da reportagem-perfil e da entrevista como tipos textuais jornalísticos, conhecendo suas características e experimentando-os na prática, desde a elaboração de perguntas, até a edição do material.
Aqui cabe dizer que, neste ano, o grupo é composto por repórteres com mais experiência, que já estão no Falaí! há mais de um ano, e por repórteres iniciantes que, em 2023, somaram-se à nossa equipe. Dessa forma, os desafios são adequados ao tempo de experiência de cada grupo.
Cuidar da coesão entre a produção das duplas ou trios de repórteres e a intenção da equipe editorial foi um dos objetivos trabalhados, pois, mesmo que os tipos textuais sejam diferentes, e que as entrevistas nos conduzam para lugares distintos, a publicação deve ser uma produção coletiva.
Com a colaboração e a gentileza de nossas entrevistadas, pudemos reuni-las em duas salas do Colégio para realizar uma grande sessão de entrevistas. Acompanhados de gravadores e bloquinhos de notas, os repórteres receberam as educadoras e administraram entrevistas nas quais tinham como objetivo entender a história de vida, a atuação profissional e o cotidiano de cada uma delas.
Ao final da sessão, entrevistadores(as) e entrevistadas se juntaram para registrar as fotografias que ilustram cada um dos textos jornalísticos.
De volta à redação, os(as) jovens jornalistas revisitaram os áudios das entrevistas, elaboraram os textos e revisaram o material.
Ao final do processo, construímos uma parceria com a equipe de Projetos Digitais da Editoração, alinhando a produção deste site, o qual dialoga com o projeto gráfico original do Falaí! e contempla as demandas desta publicação. Os(as) estudantes da oficina foram desafiados, também, a se adequarem ao formato, pensando sobre número de caracteres da manchete, por exemplo.
Finalizamos este módulo de estudos do curso com o olhar mais atento às questões de gênero, conhecendo novos tipos textuais e reconhecendo figuras importantes da nossa escola.
Esperamos ter compartilhado esses aprendizados com você também.
Raphael Gonçalves e Tatiana Luz
Professores do Falaí! e editores da publicação